Relação incestuosa com a filha

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Encontrei este site e acredito que me será muito útil, pois tenho um assunto a tratar que acredito que você, com sua experiência e mente aberta, poderá me ajudar. Olha, sou casado e tenho uma filha de 18 anos do primeiro casamento. Desde seus 15 anos temos uma relação muito aberta e já fomos pra cama várias vezes. No início foi difícil para ambos, mas depois de passarmos por várias situações onde nos sentimos atraídos, abrimos mão dos preconceitos e pudores e nos entregamos ao prazer. Ela ainda fica um pouco sem jeito, mas vai se soltando e fazemos de tudo, trocando carícias como um casal de namorados. Apenas ainda não transamos e ela continua virgem. Mas estamos brigados e sem nos falarmos. Meu desejo por ela tem aumentado demais. Sonho em fazer sexo com ela, pois não consigo apagar de minha mente todos os momentos em que a tive nos meus braços, nua com seus seios deliciosos em meu corpo, minha língua percorrendo todo o corpo dela, meu pênis em sua boca e sua boceta na minha. Sempre foi uma delícia ficarmos juntos e gozávamos com muito prazer. E hoje, o que devo fazer para reconquistá-la e continuarmos essa relação ainda mais a fundo? Ela agora está de namorado e isso vai impedir de ficarmos juntos novamente. Beijos a você e aguardo ansioso o seu contato.

Meu caro,

Para um relacionamento que, segundo você, vem acontecendo há pelo menos 3 anos, com muita satisfação mútua, seria de se estranhar a “falta de jeito” da sua parceira ou o seu pé-no-freio, quando se trata de consumar de forma efetiva a relação sexual entre vocês. Pelo menos da sua parte, sua parceira ainda continua virgem, apesar de vocês já terem ido pra cama tantas e tantas vezes.

Seria de se estranhar, sim, se os parceiros não fossem, respectivamente, pai e filha, vivendo uma relação chamada “incesto”, a qual é totalmente interditada e inteiramente reprovada e repelida por todos os tipos de sociedade, desde a mais primitiva até a mais evoluída. Num tipo de relação sexual como essa, cercada de tantas proibições e estigmas, não é de se estranhar que um dos parceiros “fique sem jeito” e que o outro, instintivamente, mantenha o pé no freio na “hora agá”.

Não cabe aqui discutir as razões que levaram as sociedades humanas a interditar veemente as relações sexuais entre pais e filhos. Essas razões variam de políticas, culturais e religiosas a econômicas e biológicas, com uma escala especial no campo da saúde psíquica dos seres humanos vivendo em sociedade. Mas quaisquer que sejam os motivos apresentados para a proibição, é preciso reconhecer que não há nada nem de natural e muito menos de simples ou comum num relacionamento sexual entre pais e filhos.

Pai e mãe são figuras de autoridade com um peso extremamente grande na vida de qualquer pessoa. Até que nem tanto o pai e a mãe em si, como gente de carne e osso, mas o que cada um desses personagens simboliza. Quer estejam ou não presentes na educação da criança, pai e mãe são os principais responsáveis pela formação ou deformação da nossa personalidade.

Apaixonar-se pelos progenitores, particularmente pelo progenitor do sexo oposto, já foi evidenciado como parte do desenvolvimento psicossocial normal da criança. Isto pode envolver até mesmo a fantasia de se ter uma relação sexual com o progenitor do sexo oposto. Para Freud, é justamente a resolução dessa “fantasia pelo amor dos pais” (complexo de Édipo), através da compreensão e aceitação dos limites impostos pela vida em sociedade, que faz de cada um de nós o “sujeito” da sua própria história.

Como a parte mais forte da relação, os pais têm a obrigação social e política de ajudar os filhos a superar sua fantasia edipiana, estimulando-os a encontrar os “substitutos adequados para o amor ao pai e/ou à mãe. Ao contrário, muitos pais tendem a transportar para os filhos as carências e insatisfações da sua vida conjugal, podendo transforma-los, consciente ou inconscientemente, em objeto de desejo. Os filhos, colocados pelos pais nessa armadilha, e para não se sentir culpados, podem tentar suprir as demandas que os pais lhes dirigem, em função das suas frustrações conjugais. Inclusive as demandas sexuais. Não é a toa que, na maioria dos casos documentados de incesto (a maioria permanece sem registro), quando uma filha ou um filho são dominados por desejos sexuais pelo pai ou pela mãe, estes foram em geral provocados e/ou estimulados, de forma consciente ou não, pelos próprios progenitores.

Assim, por mais que haja consenso entre as partes, relações sexuais entre pais e filhos tendem a apresentar fortes conteúdos de sedução/subjugação dos progenitores relativamente aos seus rebentos. Diante da “enormidade psicológica” que um pai ou uma mãe representa para um filho ou filha, dificilmente poder-se-ia falar de “relações consensuais” entre eles. Aliás, exatamente por causa dessa “enormidade psicológica” dos pais, relações incestuosas deles com os filhos podem resultar em danos psíquicos gravíssimos e irreversíveis. O incesto tem sido frequentemente apontado como causa de psicoses graves, resultantes da cisão da personalidade que esse ato em si representa.

Não se trata de julgar, do ponto de vista moral, a sua iniciativa de transar sexualmente com a própria filha. Jamais me prestarei a esse tipo de papel. Apenas desejo que você tenha em mente as conseqüências que um ato como esse pode acarretar para a saúde psíquica de vocês, a sua e a da sua filha. Ainda que você tenha convicção de estar havendo consenso entre você e sua filha para o que vocês fazem na cama, ainda que você descreva a existência de um intenso desejo mútuo de vocês transarem, é necessário você levar em conta o tamanho da interdição sócio-cultural que cerca uma relação como a de vocês.

Você disse estar brigado com sua filha nesse momento. Embora não tenha mencionado a razão ou razões disso, parece que sua filha está se valendo da oportunidade para desenvolver vínculos afetivos com um rapaz. Não lhe parece que ela está tentando libertar-se da pressão psicológica que representa “ser cortejada” pelo próprio pai?

Não seria mais importante, nesse momento, você pensar um pouco mais no bem estar dela, em vez de simplesmente tentar reconquista-la e ir ainda mais fundo nessa relação, como é o seu desejo?

Mesmo que já tenha passado da hora, ainda é tempo de você estimular sua filha a encontrar e seguir os seus próprios caminhos, libertando-se da fantasia infantil de ter um romance com o próprio pai.

Letícia Lanz, 22-12-2009.

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6 Comentários para Relação incestuosa com a filha

  1. Wellington Lima says:

    Tive acesso a uma situação onde a mãe teve relações incestuosas com a filha, causando-lhe traumas psicológicos irreparáveis, na minha opinião. Tentei e tento ajudar a pessoa, mas não encontrei literatura ou algo que me explicasse o porque desta relação, além de uma doença mental. Você poderia me escrever falando a respeito, se já viu ou leu algo assim, o que leva uma mãe a desejar a filha, etc. Preciso tentar entender este assunto, pois isso consumiu toda minha energia, esperança e fé nas pessoas. Obrigado. Wellington

    • Lucimaria says:

      Wellington Os assuntos relacionados ao incesto sempre demandam de muita energia e muito tato para lidar com o assunto sem ser preconceituoso. A Letícia colocou de forma muito bem explicada as consequências e problemas que ocorrem do ponto de vista psicologico. Incrivel, que isto foi postado em 2009 e casualmente eu li o texto no mesmo dia que vc! Espero que vc tenha formação ou seja alguem da área para melhor lidar com isso, a psicoterapia pessoal também ajuda a vc lidar com estas situações para saber como vc encara e saber lidar com o paciente. Quanto às literaturas, procure ler sobre o Complexo de Edipo, de S. Freud, e veja outros títulos atuais q vc pode encontrar nas livrarias ou mesmo em e-book. Mas muito cuidado com os preconceitos, pq pessoas que vivem o incesto, já trazem dentro de si a marca do abuso em sua história e passar por outros abusos verbais é muito ruim!
      Um abraço e boa sorte !!
      Lucimaria

  2. Guto Zorovich says:

    Estava procurando algo sobre uma lei que fala sobre relações incestuosas e caí aqui. O relato do “pai” me parece um pouco fantasioso ou pode ser só a visão dele sobre a situação, mas também conheço outros casos em que houve relações enteado/madrastra, pai/filha e irmão/irmã e nenhum deles tem história triste entre os envolvidos diretamente. O primeiro terminou a relação da madrastra com o pai, mas seguiu-se, o segundo teoricamente acabou quando a filha casou e teve filhos aos vinte e poucos anos e os irmãos seguem bem, alternativamente aos seus casamentos, na casa dos 40 anos.

  3. Erlineia Andrade Silva says:

    Há quase cinco anos busco ajuda psicologica para entender essa questão de incesto. Morei por muitos anos em Belo Horizonte e após me divorciar fui para o interior onde conheci uma grande pessoa, casada e mãe de três filhos sendo 02 do sexo masculino, e nos tornamos ótimas amigas. Quase senti um troço quando ela me confessou que saía com um dos filhos de 24 anos e que estava apaixonada por ele. O esposo dela é um cara muito ciumento, que tem ciúme até dos atores que ela admira nas novelas. E o pior é que o filho também é ciumento e não aceita mais nem que ela feche a porta do quarto onde dorme com o pai – e nem que ela durma de camisola. Será que com a amizade que temos eu poderia interferir nesta relação para tentar dissuadi-la?

    • Letícia Lanz says:

      No caso presente, o melhor a fazer é manter-se fora desta questão. Se ao menos o filho fosse menor de idade, talvez por uma questão ética você pudesse até abordar o assunto com sua amiga. Porém o filho já é maior de idade e, pelo que foi dito, perfeitamente apto perante a lei e perante a sociedade Além do mais, não se trata de algo que interfira diretamente na relação de vocês duas. Desde que você não faça juízo moral sobre a conduta da sua amiga com o filho dela, isso não será motivo para estragar a boa relação que vc diz ter com ela. Incesto é uma questão cultural, uma das interdições mais persistentes em todas as sociedades humanas. Pode acarretar danos para as partes envolvidas? Pode. Muito mais pelo sentimento de transgressão de uma fortíssima barreira socio-cultural do que por eventuais consequências de ordem biológica (leia-se filhos) que poderiam perfeitamente ser evitadas.

  4. camila says:

    Oi meu nome é camila fui criada pela minha mãe a vida toda tive contato com meu pai até os cinco anos de idade depois disso não nos falamos mais a pouco tempo fui atrás dele ele aceitou me ver numa boa veio na minha cidade com a esposa saímos bebemos a princípio demonstrou ser uma ótima pessoa …enfim mas anoite após uma volta nós ficamos juntos e depois disso ele veio aqui outra vez e agente acabou indo pra cama minha vida acabou desde então o que fazer nessa situação???

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