As palavras foram criadas para descrever o universo binário em que socialmente vivemos, onde os seres e as coisas estão divididos e classificados em pares de opostos: macho/fêmea, homem/mulher, bom/mau, feio/bonito, céu/terra.
Difícil, assim, que haja palavras para descrever a alma da pessoa transgênera, tão subjetiva e ambígua, sempre a meio caminho de dois polos, sem se identificar ou pertencer completamente a nenhum dos dois.
Só a poesia é capaz de ultrapassar os limites da palavra, impostos pela divisão arbitrária do mundo em duas metades desiguais.
A poesia reinventa um sujeito íntegro e inteiro, que não é mais nem masculino nem feminino, mas simplesmente humano.
Letícia Lanz, junho de 2008.
Poemas de Letícia Lanz
- Amores Feridos
- Flor de Cactus
- Asa Quebrada
- Porque eu me chamo Letícia.
- Soneto pra minha S/O
- Ação e Reação
- Giulia, Giulia
- Mari Kelly e Cláudia
- Bianca
- A Outra no Espelho
- Todos Os Dias Eu Me Levanto
- Um Dia Celebrarão o Dia da Pessoa
- Algo Que Ninguém Quer Que Eu Queira
- O Sol Está Brilhando
- Pássaros Dentro de Mim
- Feliz Dia dos Namorados
- Virtual
- Araucária
- Ambiguidades
- A Vida de Salto Alto
- Para imitar Uma Mulher
Poemas de Vários Autores
- Caixinha de Música
- Manifiesto (Pedro Lemebel)
- Inconfesso Desejo (Carlos Drummond de Andrade)
- Yo Quisiera Ser Travesti (Pol Asenjo)
- Por que? (Carlos Drummond de Andrade)
- Cântico Negro (José Régio)
- O Homem e a Borboleta (Chuang Tzu)
- Poema Pro Namorado (Leila Miccolis)
- A Mulher Se Olha No Espelho e Vai Em Frente
- Eros e Psiquê (Fernando Pessoa)
- O Andrógino (Cecília Meireles)
- Meu Deus, Me Dê Coragem (Clarice Lispector)







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