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Ao nascer (ou até muito antes disso, ainda no útero de nossas mães…), com base exclusiva no órgão genital que trazemos entre as pernas, somos enquadrados em uma das duas únicas categorias oficiais de pessoas que a sociedade “autoriza” existir nesse mundo. Quem nasce macho, isto é, com um pinto, é chamado de homem e quem nasce fêmea, ou seja, com uma vagina, é chamado de mulher. Embora baseada tão somente no órgão genital do bebê, essa rotulação condiciona, de maneira drástica e definitiva, tudo o que o recém-nascido poderá ou não fazer da sua vida durante sua (breve) estadia neste estadia nesse planeta. Através dessa apropriação do “sexo biológico” e de sua transformação em “sexo social”, a Sociedade cria e mantém o mais poderoso dispositivo de controle sobre os seus membros: Leia mais →
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A principal característica da pessoa transgênera, seja macho ou fêmea, é a sua relutância, sua resistência e sua insistência em não se comportar estritamente de acordo com os padrões de conduta socialmente exigidos dos membros do gênero que lhe foi atribuído ao nascer, exclusivamente em função da sua genitália. O macho transgênero, com raríssimas exceções, busca expressar sua identidade vestindo-se de mulher ou, no mínimo, usando roupas, calçados e/ou adereços que afrontam claramente os padrões masculinos de vestuário normalmente aceitos. De várias formas e em muitos sentidos, ele tenta usurpar das mulheres certas prerrogativas que hoje são exclusivamen... |
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Uma Pessoa Socialmente Adequada
Sobre Ajuda Profissional

